Reto. R. No...

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"A minha está esvaziando. Li que para se tomar outro chá a xícara precisa estar vazia. Pois bem, cá estamos, esvaziando xícaras em doses mais lentas que o necessário, porém, esvaziando-as. As xícaras da rotina, certamente. Das canções pobres, também. Para os sambas ricos, procuramos sempre xícaras maiores e mais fundas; a minha já está como o novo Maracanã. A saudade é que se cheia todos os dias um pouco mais. Ela é danada e nos faz perceber o quão humanos somos, e o quanto é maravilhosa essa condição. Vou seguir em minha busca, todos os dias, até que as xícaras sejam todas de porcelana."

Autoria Iraê Abate e Léo Professor "Por Mais Injusta Que Seja"

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Por Mais Injusta Que Seja






Quanto amor cabe dentro de uma lágrima,
Que ao sair carrega junto o coração?
Uma história que nunca se esquecerá,
Começa com um sim, e no final se diz um não.

Por mais injusta que a vida seja,
Que nos coloque no mesmo caminho.
Basta um dia que eu te veja,
Menos um dia a sofrer sem seu carinho.

Que a distância nos faça melhorar.
Que o silêncio nos faça esquecer.
Que o amor que eu sinto por você,
Vou fazer força para desaparecer.

E a parede branca das noites que hoje vejo,
E o espelho vermelho daquelas manhãs,
São histórias que um dia contarei
Com um sorriso terno, com cavaco e tantans.


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Em uma cidade onde não se vê mais que o vermelho de um chão percebe-se que as pessoas começam a valorizar suas raízes, sua cultura. Cantam e dançam suas músicas sem terem de que se envergonhar, sabem que não há cultura melhor ou pior, somente culturas próprias. Talvez não saibam, mas o praticam. Tão absortos que estão em suas felicidades dançantes, não percebem uma estrela cadente que risca o gelado céu de um agosto. Atenção, as estrelas cadentes são tão importantes quanto o que se aprendeu a valorizar. E hoje, que durmam felizes. Esta última frase não precisaria ter sido escrita...







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A sala era escura, o ar estava faltando. Do carpete verde saía um cheiro, cheiro de carpete verde. A boca das pessoas pronunciava a pobreza cantada, a pobreza mais feliz que podiam entoar. O teto baixo ajudava a abafar a má qualidade musical da reunião. E no meio deles, eu estava ali. O que fazia? Era mais um miserável, cantando uma música feliz. Mas tinha tristeza, pois buscava algo que sabia que não encontraria cantando, algo que talvez não encontrasse em qualquer outro lugar: a outra parte da minha vida. Ela se foi, ela nunca veio, ela nunca veio. Saía de lá com a mente anestesiada, tamanha a sensação de entorpecimento que aquela atmosfera proporcionava, e tentava não pensar em como a vida seria mais Marrocos se encostássemos os anéis. Criei uma revolta dentro de mim capaz de provocar todas as revoluções ao mesmo tempo. Porém, sabia que nada disso tiraria ela de dentro de mim. Ela ainda está aqui.









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Sabe que fazia tempo que eu não chorava? Sabe que fazia tempo que o peito não cabia dentro de um punho fechado? Um punho que carrega todas as dores de um dia todo em São Paulo. Havia algum tempo também que o asfalto não esquentava tanto, e que os carros não saíam todos de uma só vez. Não se enxerga mais o céu, só o cinza, o cinza do céu. A dor de todos os partos volta às mães que já tiveram seus filhos. Policiais não conseguem organizar, abrem os portões de todas as cadeias da cidade. Os filhos ouvem as discussões de seus pais, e choram escondidos sob o armário do quarto escuro e desarrumado. Tudo ao mesmo tempo. É que eu estou olhando pela janela, estou em casa. O caos voltou. Estava com saudades.






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Depois de um inverno, a primavera quase no verão. Um samba no retorno.

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Por Mais Injusta Que Seja






Quanto amor cabe dentro de uma lágrima,
Que ao sair carrega junto o coração?
Uma história que nunca se esquecerá,
Começa com um sim, e no final se diz um não.

Por mais injusta que a vida seja,
Que nos coloque no mesmo caminho.
Basta um dia que eu te veja,
Menos um dia a sofrer sem seu carinho.

Que a distância nos faça melhorar.
Que o silêncio nos faça esquecer.
Que o amor que eu sinto por você,
Vou fazer força para desaparecer.

E a parede branca das noites que hoje vejo,
E o espelho vermelho daquelas manhãs,
São histórias que um dia contarei
Com um sorriso terno, com cavaco e tantans.







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E o rancor. Que rancor define um futuro? Para o bem, digo. Qual porção deste sentimento é capaz de encontrar sorrisos leves (sorrisos deveriam ser todos assim)? Ah sim. Cá estamos novamente, com a tragédia anunciada; a paixão mais uma vez nos fez sofrer. Mas que seja só o primeiro sofrimento, só ele. O do rancor, acredite, fará com que juros sejam cobrados. Juros de sofrimento. Juros. Juro.










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Hoje vi dois gigantes. Um, no ponto de ônibus por uma janela suja (dentro de um ônibus de cidade grande). Outro à esquerda da Rua Direita. Talvez trouxessem meu coração que sumiu de um longe onde eu o havia deixado. Deixei no longe, do longe, um dia, sumiu. Por cá apareceu. Por que voltou? Não gostava do clima frio? Das calçadas diferentes? Motociclistas sem capacete? Nada disso. Como se possuísse uma boca, talvez melhor que a própria boca original, o coração contou, com as bombeadas de um ritmo sem nação: um, dois, três. Depois confessou: saudade da saudade que só dá aqui.







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Qual é o país que nos importa? O país das ruas, das padarias, dos mercados. Dos cachorros que passeiam com seus donos, dos medos que imputaram ainda na infância das pessoas. A polícia é sempre a mesma. O asfalto queima tanto no calor que se percebe em qualquer parte onde haja asfalto. Os sorrisos... Como faremos para que se mantenham nos rostos de quem os quer em seus rostos? Em quinze dias pode-se perder o resultado de onze meses. Investimento humano. Descascadores de banana, comedores de enlatados; todos merecem o bom dia de todos os dias.







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Se estivesse mais perto que um braço, a tomaria. Se a encontro na minha esquina, tenho tanto para falar. Se me escuta, lhe digo que pensava em fazer uma tatuagem, mas desisti, que um dia gostei de roupas que falam - ou dizem, dizem é mais adequado aqui - que dizem ser da moda, que as cebolas me fazem chorar, inclusive depois de cozidas. Se eu não me engano já sabe disso. Se me sorri, mostro o sorriso que trago dentro de mim desde que a vi. Se existe alguém, estou certo que você é alguém. Se não posso ver-lhe, se vai tudo, se diminui a força que faz a terra girar, por isso o tempo se demora tanto assim desde que a vi em sua porta em agosto último. Ce, se... Se perdi.







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Um poeta foi preso. Tentou descrever sensações e estas tornaram-se indescritíveis, segundo decreto do presidente do mundo, há 4 dias. Também, não se pode mais rimar, tampouco versar palavras desencontradas. Os senhores das letras sentem-se inócuos. Cartas escritas à mão com a serenidade de um bom dia acumulam-se nos quintais. Não existe mais qualquer música, apenas um amontoado de notas. Que triste fim para os poetas. Alguns inclusive tratam de conseguir clientes em suas novas farmácias; creem que, assim, poderão salvar tantas vidas quanto com uma estrofe. Os poetas se vestem de branco, e já não assinam com essa profissão. Vestem branco e não são pais-de-santo, vestem branco e vendem remédios. Branco.




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De que me adiantam os olhos se não sei enxergar? De acordo com o porteiro de um prédio vazio, que ouve seu programa de rádio sem intervalos comerciais, de nada servem os globos. Me disse que abria todas as cartas que chegavam até ele. Em uma delas aprendeu que há outros modos de se perceber realidades de maneira honesta. E é só ser sincero que se pode. O dia chega ao fim, os ouvidos agora escutam mais. O nariz identifica a placa de um veículo, as mãos sentem o amor que vem de dentro de um jardineiro. Este sequer sabe que tem isso dentro de si, ainda é um cego. Cegueira programada por uma sociedade que acredita no possuir como resposta para todas as perguntas, inclusive as que não foram feitas. Um menino está sendo ensinado. Logo aprenderá, mesmo sendo mais tarde que o ideal.











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Quando penso que te vi, o coração acelera. Tal que fico pensando se existe outra emoção. Na vida. Sabes que quando chego perto de ti, o verão aparece com força. Sei que não posso dar tudo o que mereces, pois precisaria de quatro mundos para isso, mas tudo o que conseguir pegar deste te darei. Te darei amor, já tens o meu, te darei carinho, já tens todo o meu. Te darei tudo o que eu conseguir carregar no meu colo, o que o presidente achar difícil, o que a criança quiser para brincar. Consigo a vida, o dia, a saudade e a saudade. Saudade de ficar preso contigo, e livre para te ver correr. A minha vida é assim agora, e espero que continue. Continua.










 

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E dizem que eu não quero a paz. Como ser a guerra se esta ainda não terminou? Não sabemos como é. Nas ruas pessoas andam sem seus rostos, apenas seguem a luz de uma televisão. Quando ela se apagou, as rodas de conversa frequentaram as salas de rodas de conversa. Penso que estas têm medo de luz. Crianças que temem o escuro ouvem conversas nas rodas. A vida brilha. Mas que pretensão a minha, salvar o mundo. Alguns similares são vendidos em feiras populares. Entulhos se espalham pelas calçadas, entulhos de gente. Pedintes ainda ouvem mentiras a todo instante, e nós sabemos que somos culpados por inventá-las. Vamos logo, partiremos às 6 horas, o rumo é longínquo. Ao menos ainda há rumo.






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Está tudo claro, ficou tudo escuro. De um, dois e três dias, de ontem, hoje e amanhã. Da vida, sem dúvidas, de uma vida que não consegue se levantar do sofá. O mundo precisa de pessoas boas, precisa de amor. Conseguiremos ser aqueles que se levantam do sofá. Isso é uma afirmação. Não deixaremos o mundo ir embora sem que lutemos por ele. Não conseguirei respirar se o mesmo se multiplicar, como tem sido até hoje. A televisão segue ligada, mas é tão óbvio que ela está nos deixando cegos. Por sua luz, por sua falta de luz também. Os livros seguem empoeirados, e as universidades fechadas para o povo. Que coisa é essa que não consegue ser mudada? Não conseguia, vamos mudar. Comecemos. A indignação já é a metade do caminho, a metade asfaltada. Entraremos na outra, a de terra, por isso não será confortável. Mas precisamos mudar. Precisamos. Precisamente, mudar.





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A melancolia sempre visita minhas linhas. Aliás, nossas linhas. Vem acompanhada de uma tristeza, uma tristeza quase sempre boa. Imagino que sem elas não escreveria qualquer página deste um livro. A capa maleável e as folhas duras. O papel não é especial, mas sim o mesmo que se encontra aos montes no Lapa 856-R. Próxima parada: Estação Sumaré. Pronto, chegamos ao destino, ao início, à tristeza e à melancolia. Um campinho de terra, uma quadra rachada. Tubos de esgoto sem esgoto, pontes com luas lhes contornando. Noites famintas. Olhos brilhantes. Amigos que só podem nos olhar de cima, seus corpos tão fundo. Lágrimas que correm sem autorização, pecados cometidos, sorrisos que valem todas as crianças juntas. Memórias, memórias, memórias. Olha aí.




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Eu vejo sua foto e sinto o seu cheiro. Vejo sua blusa e penso que não há no mundo nada igual a ela. Explico coisas confusas, rimo amor com flor, não encontro conexão entre coisa alguma e o todo junto. É difícil pensar no fim de algo que parecia o começo. Estranho ouvir bossa nova, se esta não é popular como dizem. Diferente da batucada, do som de uma cuíca, do toque de um pandeiro, daquele pandeiro. Como eu amo você. Como eu gosto do samba. Acho que encontrei a diferença.




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Cadê que não está aqui para te coçar a cabeça? Onde foi parar o boa noite que, ao sair tão suave de sua boca, parece que vem da sua boca? Cadê o seu corpo esquentando o meu até o ponto de não haver, nunca, o inverno? Está longe, e digo que é melhor que fique aí, não será bom hoje. Amanhã talvez. Ontem com certeza. O porteiro observa tudo indiferente, já se acostumou com as pessoas, de tanto olhá-las sem ser percebido. Sem ser percebido percebe muito mais coisas. Antes eu percebia tudo, agora, só percebo você. E o poeta volta a me guiar, e eu volto a me deixar.






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Dentro de tua vida pequena, cheia de cotidianos, forrada de silêncio, essa mesma vida que conhece todas as luzes dos prédios da frente às duas da manhã, pois, digo que aí dentro, não podes ser o que estás acreditando hoje, não há espaço nessas ruas largas para tua pequenez. Até que te encontro, e, para mim, tu és tudo. É o dia todo. Meus gostares, meus poemas, minha salvação. Digo, a mesma salvação, a do mundo. Tens outra realidade agora, que talvez não conheças, mas que é a única que consigo enxergar. Deita, descansa. O avião sairá logo, e as luzes dos vizinhos se apagarão no mesmo instante.







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Por esses dias, andei andando. De repente, como uma estrela, a primeira do céu, encontro entre as linhas um passado que sem pedir permissão entrou pelas veias da mão. Rapidamente, estava em uma parte do meu cérebro onde gostaria que houvesse mais festas. Dali, para o coração, com o bombear de três ritmos, ritmos de um repenique, e a sensação começou a fazer dali sua morada. Frequentemente me pego buscando-a, mas a distância de meio continente, com uma carta por dia, é quem decide isso. No portão, todos os carteiros fazem fila para me entregar sua escrita. Assassino da língua, assassina em série, meninos de rua carentes por uma revolução que não temos a certeza de sua vinda. Escritores famosos, delinquentes, atraentes, com suas palavras que conquistam. Andaremos andando por aí.






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Tenho saudade de um tempo que eu não era nada mais que um número no cartão de ponto. Sinto a falta da vida medíocre que levei, dos amigos que não eram meus amigos. Uma época em que salvar o mundo era uma pretensão para alguém vestido com uma fantasia, possuidor de esperança, de ética, de esperança. Rasguem as bandeiras, ou as troque por dinheiro. Ainda não encontrei a saída. A criança continua a desconfiar de um discurso. Seguiremos intentando. E o tempo nos ajuda a sermos menos responsáveis por nós mesmos, soterrados pela rotina cada vez mais pretensiosamente necessária. Sobrevivemos hoje.







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Sempre que começo um novo escrito, penso que sou pequeno demais para fazer poesia. Não posso imaginar minha vida sem chances para mudar, preciso acreditar que ainda posso salvar o mundo. Aqui, embaixo de um amontoado de ideias inócuas, penso que estou envelhecendo. A alma fica calejada, cadeada, cadeirada. Talvez esta última resolva o meu problema. Ouço maravilhas do golpe militar. Vejam quem são os nossos herois! Aqueles que mataram os admiradores, ou pelo menos seus filhos. De que padecem os que não se imaginam com o problema dos outros? Falta de criticidade? De atitude? Falta por trás? Faltam muitos pontos ainda. Mas eu vou salvar o mundo, não sei se amanhã.






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Homenagem a Iemanjá, por Kaká

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Mar azul
Mar calmo
Flores que desabrocham
Num piscar de olhos

Quem é que vem
Desatar os nós mentais?

Das ondas ela surge
Algas como cabelos

Ostras
Mexilhões
Crostas
Cracas
São seu corpo nu

Sincroniza energias

Materna criatura
Azuleia amor
A abraçar o mar
 
 
 
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(Foto e texto: Kaká)
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Ouço o rap cubano e consigo me emocionar mesmo sem entender muitas palavras. A mensagem que sai do coração atinge em cheio os lugares da minha emoção. Penso que deveríamos escrever mais sobre o que se passa nas ruas. Nas casas também. E digo que a salvação passará por uma sala repleta de pessoas conversando sobre seus saberes. Salas de casa. Salas de aula. Salas ao ar livre. A revolução interior está em curso, e todos se arrependerão por ser tarde demais. Ai, por que não estou conseguindo te ligar, preciso que saiba de tudo isso antes que o dia termine. Poderá ser tarde demais, como em um filme de Hollywood.





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Na madrugada empapada de suor, com o sono que se foi, vou ler em argentino. Não gosto do espanhol. Procuro e encontro muita paz para meu coração. Penso que deveria ler mais poesia, pois os poetas já sofreram muito, podem nos ensinar. Mas será que aprenderemos? Ou precisamos pagar todas as promessas para perceber que o caminho é a própria recompensa? Os escritores ainda não me contaram nada sobre isso, apenas como era São Paulo antigamente. Gostaria de sair pela Avenida Paulista rodeada de árvores ainda. Um dia andarei, e me lembrarei que os carros antigamente eram tão bonitos... Costumamos mentir assim mesmo.





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Não tenho carro, apenas amigos. Não tenho desejos, apenas saudade. A morada da tristeza não é aqui, somente os sonhos me visitam antes de dormir, e ao adormecer me pego no mundo real. Não costumo reparar, mas como são bonitos seus olhos fechados. Penso que quando te vejo assim, salvaria o mundo todo em apenas um minuto. O velho conta uma história e seus olhos se enchem. A criança escuta e seu coração aumenta. Eu vejo tudo isso e penso que é muito fácil ser feliz.





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O escuro me indica o caminho a seguir. Aprendo que não é na luz que deve-se procurar, mas sim em sua ausência. A mente provou não ser capaz de seguir pela rua traçada até hoje. Então, o que será? Enxergar as situações mais simples como as importantes. Defender todas as injustiças por todos os irmãos, com eles ao lado, não atrás do muro mais alto do condomínio. O rico e o pobre juntos. Não são diferentes como dizem, como acreditam ser. Abaixem suas armas! Quais? O vidro escuro, a grade de casa, o carro blindado, a falta de amor. Daremos todos os bons-dias que forem preciso sem esperar por respostas, elas estarão por lá. A flor já vai nascer, ainda dá tempo.






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Olho a intensidade se formando. Reparo e descubro que o samba já faz tudo por ti, só deseja que preste mais atenção a ele. As letras de amor falam todas sobre você. As melodias alegres lhe têm perto delas, e as tristes estão tão longe, por isso são assim. Há muito esforço para tentar parecer alguma outra coisa que não me preocupo o que seja. Quero olhar para dentro, por trás desta sua armadura social, quero estar dentro de ti, e ficar lá por muito tempo, talvez para sempre. Tenho sua foto aqui na minha frente. Jogue fora as velharias, apenas as guarde na lembrança. Seja feliz ao seu lado. Seja feliz ao meu lado.





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Quem bate depois beija.
Quem cega depois olha.
Quem vai querendo não ter ido,
Voltando sem ter escrito,
Deitando sem dormir.
Que vida estranha essa
Depois desse encontro.
Do encontro.
De encontrar.
Um teto, um lar.
Sem testemunhas, predileção,
sentimento direito, coração.
Que vida, que me intriga,
Me faz pensar em ontem e amanhã,
Me esquecendo do hoje.
Hoje.
Hoje conheço alguém,
Alguém que me ensina.
A mesma condição para que os olhos
Vejam sempre a mesma forma,
O paraíso,
O rei do riso.
Me toma, me guia.
Muito prazer,
Anna Maria.





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Para onde foi o sono? Para onde está indo meu emprego? Tenho um prazo de validade, e este vencerá antes de eu conseguir montar meus pedaços. Terei que recomeçar, mais uma vez. Naquele dia eu fui embora por pensar que não me queria por ali. Depois do dia mais feliz de todas as vidas juntas, depois disso. Vim e recomecei. Agora, apesar de ter feito várias estrelas brilharem, elas morrerão. E recomeçarei, novamente, sempre te amando. Já sei que não há a opção sem você. Mas não haverá outro dia mais feliz da vida de todos. Chego perto e o escuro visita todas as formas que não são as do seu rosto. O calor e o frio voltam a me castigar. A mente, que sempre trás respostas, agora só tem perguntas. Por quê? Porque...





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(Foto: Siabate)

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