sábado, 31 de outubro de 2009

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Sabe o que mais me faz perder todos os sinais da Avenida Paulista? Saber que quando estava atrás, eu andava na frente. E sem saber. Nunca estiquei o braço para te buscar. Talvez hoje saiba que não há mais nada que eu queira fazer tanto quanto te pegar pela mão. A vida me trará outras situações que serão tão boas quanto te olhar? Não existe nada, infelizmente. Não olho seu corpo, não vejo seu cabelo, tampouco suas roupas. Só vejo sua alma. Em um recomeço, não pude enxergar. Do céu, todo o laranja de um fim de tarde de Marrocos, a primeira estrela te olha e pensa, "olha eu ali". Ela sabe que só vocês são assim.






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sábado, 24 de outubro de 2009

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E ainda te escuto. Ontem mesmo disseste para mim que não me querias mais. Não com palavras, com o silêncio. Aliás, somente não me querias, pois há muito não há aquele 'mais' na frase. E quando houve, o mundo era tão tão que fiquei com medo de te amar. Descobri, sim, aprendi algo, que não há nada que me aproxime mais do amor que a distância.

Paradoxo,

parado!

Para!

Pa...

Para.

Parado,

paradoxo! De nada adianta pedir, não para nunca. É assim, decidi seguir adiante, mas sempre olho para trás, ainda mais quando parece me chamar. E ainda te escuto, mesmo que seja apenas uma impressão.
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domingo, 18 de outubro de 2009

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Amor, amigos, família. A própria vida. O insignificante prazer de poder viver. O estranho hábito de querermos sempre o amanhã. A fascinante aproximação com o medo, em todas as esferas. Somos humanos. Alguns seres, humanos. Em uma cidade que não enxergamos o céu, já há androides. A rotina é o correto. Acaba sendo o coreto, no centro de uma praça. A amiga de longe, perto novamente. As lembranças do ontem trazem a felicidade. Hoje. E o avião? Acabei de perder.





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sábado, 10 de outubro de 2009

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A solidão às vezes apavora. Principalmente para quem já sabe o que quer encontrar quando chegar em casa. A união de energias poderia ser automática, mas elas nem sempre são iguais. Espero sua chamada sabendo que não virá. Espero seu perfume com a certeza de que não o sentirei. E a solidão, cada vez mais presente, paradoxalmente, é a única com quem estou. Sigo a placa para a felicidade e todas contêm sua foto. Contudo, nunca consigo te alcançar, e isso me corrói a alma. Só queria estar contigo hoje, e amanhã, e depois falarei a mesma frase. Discursos vazios, corações apertados, cabeças que chacoalham, mãos que não sabem o que fazer. 'Assim sou eu sem você'.
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

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E chegará o dia em que conversaremos:

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- Antigamente eu andava sozinho no meu carro.
- Ah, mentira! Para quê? Todo mundo tinha um?"



E outro dia, depois deste o dia:

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- Eu andava de carro, sabia?
- Ah, deixa isso para lá. O importante é que estamos vivos e melhores. "


E caminhar nos faz tão bem. Pode ser à noite mesmo, voltando da casa de alguém. Pode ser sem rumo, apenas por andar. Andemos todos, andemos, para que voltemos a encontrar nossos irmãos.



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terça-feira, 29 de setembro de 2009

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O amor não é algo que se exija. Não creio muito quando dizem que pode-se conquistar alguém com o tempo. Isso tem tudo para durar o tempo de um suspiro. Temos que estar com alguém não por conveniência ou costume. Tem que haver pernas trêmulas, corações acelerados, mãos suadas, vozes inseguras que falham. Aí sim pode-se começar. Ou, ao menos, se for o contrário, se não houver emoções tão fortes, que seja honesto, que esteja claro, que possua respeito. Ou pode ser diferente. Mas tem que ser verdadeiro. Paixão verdadeira, tesão verdadeiro, amizade verdadeira. Amor, honestidade e respeito, vou fazer uma tatuagem.






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Apoio técnico: Rapha Barros

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

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Eu não existo. Sou uma máquina de palavras geradas aleatoriamente por um computador. Os sentimentos não são nada além de funções logarítmicas que me fazem pensar o que convém a todos e a ninguém. Mas algo deu errado. Me apaixonei. Pior, estou amando. Melhor, estou amando. Existe uma cura? Continuarei com as minhas impressões, fabricando discursos vazios, sofrendo calado por uma crença que me incrustaram na alma, se é que tenho uma.





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Documentário Parque Estadual Serra do Mar Núcleo São Sebastião

Como diz o samba do Salgueiro de 2024, "falar de amor enquanto a mata chora é luta sem flecha da boca para fora".