sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Homenagem a Iemanjá, por Kaká

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Mar azul
Mar calmo
Flores que desabrocham
Num piscar de olhos

Quem é que vem
Desatar os nós mentais?

Das ondas ela surge
Algas como cabelos

Ostras
Mexilhões
Crostas
Cracas
São seu corpo nu

Sincroniza energias

Materna criatura
Azuleia amor
A abraçar o mar
 
 
 
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(Foto e texto: Kaká)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

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Ouço o rap cubano e consigo me emocionar mesmo sem entender muitas palavras. A mensagem que sai do coração atinge em cheio os lugares da minha emoção. Penso que deveríamos escrever mais sobre o que se passa nas ruas. Nas casas também. E digo que a salvação passará por uma sala repleta de pessoas conversando sobre seus saberes. Salas de casa. Salas de aula. Salas ao ar livre. A revolução interior está em curso, e todos se arrependerão por ser tarde demais. Ai, por que não estou conseguindo te ligar, preciso que saiba de tudo isso antes que o dia termine. Poderá ser tarde demais, como em um filme de Hollywood.





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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

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Na madrugada empapada de suor, com o sono que se foi, vou ler em argentino. Não gosto do espanhol. Procuro e encontro muita paz para meu coração. Penso que deveria ler mais poesia, pois os poetas já sofreram muito, podem nos ensinar. Mas será que aprenderemos? Ou precisamos pagar todas as promessas para perceber que o caminho é a própria recompensa? Os escritores ainda não me contaram nada sobre isso, apenas como era São Paulo antigamente. Gostaria de sair pela Avenida Paulista rodeada de árvores ainda. Um dia andarei, e me lembrarei que os carros antigamente eram tão bonitos... Costumamos mentir assim mesmo.





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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

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Não tenho carro, apenas amigos. Não tenho desejos, apenas saudade. A morada da tristeza não é aqui, somente os sonhos me visitam antes de dormir, e ao adormecer me pego no mundo real. Não costumo reparar, mas como são bonitos seus olhos fechados. Penso que quando te vejo assim, salvaria o mundo todo em apenas um minuto. O velho conta uma história e seus olhos se enchem. A criança escuta e seu coração aumenta. Eu vejo tudo isso e penso que é muito fácil ser feliz.





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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

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O escuro me indica o caminho a seguir. Aprendo que não é na luz que deve-se procurar, mas sim em sua ausência. A mente provou não ser capaz de seguir pela rua traçada até hoje. Então, o que será? Enxergar as situações mais simples como as importantes. Defender todas as injustiças por todos os irmãos, com eles ao lado, não atrás do muro mais alto do condomínio. O rico e o pobre juntos. Não são diferentes como dizem, como acreditam ser. Abaixem suas armas! Quais? O vidro escuro, a grade de casa, o carro blindado, a falta de amor. Daremos todos os bons-dias que forem preciso sem esperar por respostas, elas estarão por lá. A flor já vai nascer, ainda dá tempo.






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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

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Olho a intensidade se formando. Reparo e descubro que o samba já faz tudo por ti, só deseja que preste mais atenção a ele. As letras de amor falam todas sobre você. As melodias alegres lhe têm perto delas, e as tristes estão tão longe, por isso são assim. Há muito esforço para tentar parecer alguma outra coisa que não me preocupo o que seja. Quero olhar para dentro, por trás desta sua armadura social, quero estar dentro de ti, e ficar lá por muito tempo, talvez para sempre. Tenho sua foto aqui na minha frente. Jogue fora as velharias, apenas as guarde na lembrança. Seja feliz ao seu lado. Seja feliz ao meu lado.





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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

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Quem bate depois beija.
Quem cega depois olha.
Quem vai querendo não ter ido,
Voltando sem ter escrito,
Deitando sem dormir.
Que vida estranha essa
Depois desse encontro.
Do encontro.
De encontrar.
Um teto, um lar.
Sem testemunhas, predileção,
sentimento direito, coração.
Que vida, que me intriga,
Me faz pensar em ontem e amanhã,
Me esquecendo do hoje.
Hoje conheço alguém,
Alguém que me ensina.
A mesma condição para que os olhos
Vejam sempre a mesma forma,
O paraíso,
O rei do riso.
Me toma, me guia.
Muito prazer,
Ana Maria.





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Documentário Parque Estadual Serra do Mar Núcleo São Sebastião

Como diz o samba do Salgueiro de 2024, "falar de amor enquanto a mata chora é luta sem flecha da boca para fora".