quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

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Não tenho carro, apenas amigos. Não tenho desejos, apenas saudade. A morada da tristeza não é aqui, somente os sonhos me visitam antes de dormir, e ao adormecer me pego no mundo real. Não costumo reparar, mas como são bonitos seus olhos fechados. Penso que quando te vejo assim, salvaria o mundo todo em apenas um minuto. O velho conta uma história e seus olhos se enchem. A criança escuta e seu coração aumenta. Eu vejo tudo isso e penso que é muito fácil ser feliz.





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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

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O escuro me indica o caminho a seguir. Aprendo que não é na luz que deve-se procurar, mas sim em sua ausência. A mente provou não ser capaz de seguir pela rua traçada até hoje. Então, o que será? Enxergar as situações mais simples como as importantes. Defender todas as injustiças por todos os irmãos, com eles ao lado, não atrás do muro mais alto do condomínio. O rico e o pobre juntos. Não são diferentes como dizem, como acreditam ser. Abaixem suas armas! Quais? O vidro escuro, a grade de casa, o carro blindado, a falta de amor. Daremos todos os bons-dias que forem preciso sem esperar por respostas, elas estarão por lá. A flor já vai nascer, ainda dá tempo.






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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

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Olho a intensidade se formando. Reparo e descubro que o samba já faz tudo por ti, só deseja que preste mais atenção a ele. As letras de amor falam todas sobre você. As melodias alegres lhe têm perto delas, e as tristes estão tão longe, por isso são assim. Há muito esforço para tentar parecer alguma outra coisa que não me preocupo o que seja. Quero olhar para dentro, por trás desta sua armadura social, quero estar dentro de ti, e ficar lá por muito tempo, talvez para sempre. Tenho sua foto aqui na minha frente. Jogue fora as velharias, apenas as guarde na lembrança. Seja feliz ao seu lado. Seja feliz ao meu lado.





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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

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Quem bate depois beija.
Quem cega depois olha.
Quem vai querendo não ter ido,
Voltando sem ter escrito,
Deitando sem dormir.
Que vida estranha essa
Depois desse encontro.
Do encontro.
De encontrar.
Um teto, um lar.
Sem testemunhas, predileção,
sentimento direito, coração.
Que vida, que me intriga,
Me faz pensar em ontem e amanhã,
Me esquecendo do hoje.
Hoje conheço alguém,
Alguém que me ensina.
A mesma condição para que os olhos
Vejam sempre a mesma forma,
O paraíso,
O rei do riso.
Me toma, me guia.
Muito prazer,
Ana Maria.





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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

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Para onde foi o sono? Para onde está indo meu emprego? Tenho um prazo de validade, e este vencerá antes de eu conseguir montar meus pedaços. Terei que recomeçar, mais uma vez. Naquele dia eu fui embora por pensar que não me queria por ali. Depois do dia mais feliz de todas as vidas juntas, depois disso. Vim e recomecei. Agora, apesar de ter feito várias estrelas brilharem, elas morrerão. E recomeçarei, novamente, sempre te amando. Já sei que não há a opção sem você. Mas não haverá outro dia mais feliz da vida de todos. Chego perto e o escuro visita todas as formas que não são as do seu rosto. O calor e o frio voltam a me castigar. A mente, que sempre trás respostas, agora só tem perguntas. Por quê? Porque...





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(Foto: Siabate)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

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E me pergunto novamente como consigo estar mais longe que um sorriso. E me pego novamente com a certeza que teima em virar dúvida. E novamente sinto tudo aquilo que não vem em nenhum outro dia da semana. E te aperto, você sorri. Te deixo só, e me sinto mais do que todos os sós juntos, mesmo sabendo que desta maneira estes não estarão mais. E percebo, mais uma vez, que o mundo pode ser tão fácil ao seu lado, mas ficar assim é sempre tão difícil. Torço pelo hoje. Vou dormir, para que o amanhã chegue. Morderei o seu dedo, mas não juro. Mas não juro, por toda a minha vida.




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sábado, 5 de dezembro de 2009

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Sou feito de emoções, tenho cor no meu cabelo. Seguro o corrimão sem encontrar verdadeiramente um chão que me faça caminhar. Enquanto isso, volto para meu caderno, onde sou o personagem principal de uma história, a da minha vida. Por mais que queira escrever com um estilo copiado de algum autor que li em algum lugar, devo me concentrar em ser fiel a tudo o que já vi. E o tempo me levando com ele. Desde o início sempre foi assim, o tempo, os sóis, o vento mexendo com os cachos de todos nós, ao mesmo tempo, sem se preocupar com um final. Quando acabar, o que seremos? Nada mais que o companheiro de um tempo que na verdade nem existiu.





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Documentário Parque Estadual Serra do Mar Núcleo São Sebastião

Como diz o samba do Salgueiro de 2024, "falar de amor enquanto a mata chora é luta sem flecha da boca para fora".