
Como podemos ficar sem escrever? E sem pensar? Os homens maus, sem amor, querem mesmo que a gente seja assim pela simples consequência de se manterem no poder? Que coisa baixa, pequena. Não podemos ser assim, em qualquer lugar do mundo, aqui ou em Cuba. Temos que aprender o dom da criticidade. Essa é uma boa saída para se encontrar o verdadeiro amor. Descobriremos que amamos não o que querem, o que nos apresentam como fórmula, um remédio pronto, que buscamos na farmácia da rotina. Aprenderemos a amar o que simplesmente nos toca. O que nos toca? É isso, exatamente o ponto, não sabemos, temos que descobrir, analisar os diversos meios e modos para se chegar às respostas. E no dia em que chegarmos, espero que consigamos dormir com portas abertas, cabeças tranquilas, sonhos felizes, companhias agradáveis, sonhos felizes, sonhos.
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Foto: Paula Gil

