domingo, 8 de fevereiro de 2009

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Uma vida havia acabado, mas voltou com o verão. A segurança ganhou da aventura. Ouvi dizer que um homem só evolui quando deixa a razão de lado. E também que deixando de lado o amor, o dinheiro, o poder, correndo o risco de haver esquecido algum, o ser humano pode ser feliz. Talvez esteja certo, mas talvez não. Como pode alcançar a felicidade sem o amor? Não aquele entre dois gêneros, mas o amor. Correremos o risco, sim, de nos transformarmos em mais uma geração que veio apenas de passagem. Não ame o carro, o dinheiro, a casa, um modo de vida. Ame alguém, já é o bastante e muito confortável. A sensação de calor, mesmo no inverno, que nos proporciona. Devemos parar de valorizar o status. Mas, e se o modelo fosse alguém que faz o bem? Estaria errado da mesma maneira. Não podemos sentir nada por um interesse, devemos apenas sentir. Estamos tão adestrados a usar apenas um dos nossos sentidos, isoladamente, e cada vez menos percebemos o que realmente nos agrada. A visão é a campeã de audiência! Já se apaixonou pelo cheiro natural de alguém? Ou perdeu horas em um carinho bobo? Experimentou o gosto de uma boca? Talvez já, mas não com a intensidade necessária. Vamos aprendendo.



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sábado, 7 de fevereiro de 2009

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Eu vivia em um mundo onde sabia que não era meu. Não encontrava ali minha pátria, em nenhum mapa. Se eu parti foi para te perdoar, só conseguiria isso longe de você. E em todos os lugares por onde eu passei, sempre ouvi minhas músicas. A sua não era boa. Mas precisava entender isso dentro de mim. E parti, para quando voltar, te encontrar mais feliz. Mas eu não voltei. Me desculpe por isso, eu nunca mais voltarei. Preciso encontrar uma maneira de te avisar, pois não estou em um lugar familiar. Não conseguirei. Então, pegue meu sinal, se agarre nele, acredite que é o verdadeiro, e seja feliz. Sejam felizes. Eu, neste momento entendi que já cumpri o que prometi para mim, agora estou indo, devagar, sorrindo, cantando, brincando, tudo está branco, e eu sorrindo.




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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

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Meiguice, ternura. Altivez. Os segundos se transformam em momentos isolados. Cada uma das imagens separam-se em fotos. Como Consegue mexer com o tempo? Os segundos se confundem, esquecem de ser exatos, estão presos. Onde? Fui procurar e também me perdi. Me vejo dentro do filme, tentando, em vão, me encontrar durante o caminho de um ônibus. Bastou um toque para uma onda começar a se formar, a pétala de uma flor caiu n'água. De repente veio o sinal da parada. Ainda não encontrei o tempo, pedi-lo-ia para atrasar aquele pequeno instante por meia eternidade. Está chegando, demoro a aceitar esse destino de hoje. Ao menos ganho um presente no final: um sorriso. A mão não consegue levantar para acenar, o lábio parece ter o peso de quatro discussões. Ele não quer parecer pequeno frente ao mais belo gesto de todo o caminho. Sim, ainda é segunda-feira.



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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

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A vida certamente não está como deveria. A sociedade, dizem, nos cobrará na frente pelos atos de agora. Mas o amor não deveria ser hermeticamente fechado a essas imposições? Não seria por isso que é chamado de amor? Não sei. A existência deveria ser algo feliz, por nós mesmos, não por aquilo que talvez consigamos juntar, ou adquirir, ou, ou... Muito plano feito, muita teoria, muita fórmula. Nos esquecemos de olhar para nós mesmos e decidir o que é bom para a nossa alma. O que será? Não procure em seu amor. Ame. E só. Ou essa é mais uma fórmula? A minha. Cada um faz a sua.




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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

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Sinto-me como o olho que poderia ver mas segue fechado, com medo do que possa estar aguardando. Um temor silencioso que dita o rumo da vida, que arrasa a erva daninha, mas também machuca o girassol. Esse medo me faz ser o que sou, me prende no abrigo, no colo da minha mãe, ao lado do meu pai, aguardando um sinal, o momento certo para que eu possa viver. Esse dia não chegou e me cravo às rochas do quintal, cada vez mais forte, cada vez mais triste, cada vez menos feliz.

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

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Love, com todo o meu love.
Amor, tem todo o meu.
O meu carinho.
E você possui toda a beleza.
Ternura, há. Também graça.
Um, dois, três.
Três corações para caber tanto amor.
Três dias é muito para o longe, pouco para o perto.
Não chore.
Tudo o que faço é para te ter feliz.
É o que desejo, te ter feliz.
Cada dia do seu sorriso é um dia a mais para as pessoas, todas elas.
Se respiramos o mesmo ar, repare no céu, que lindo.
Este, aliás, foi feito apenas para concordar com seu sorriso.
Ele já presenciou muita beleza, mas nada comparado a você.
Aguardou todo esse tempo

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Agora chegou.
Toda essa espera, considera, valeu a pena.
Esse mesmo céu que guarda, todas as noites, o brilho de Love.
Alguns chamam de estrelas.
Eu sei que é ele que sorri para você, festeja por ter te encontrado.
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domingo, 1 de fevereiro de 2009







Como será se for a última opção de um amor? No futuro, quando perceberes que não há última opção - sempre se tem outras - como serão nossas vidas? Como será a nossa vida? Um haver ou dois? Um futuro diferente em cada uma das mãos? Um final distinto para cada filme? Aliás, serão dois os filmes? Podemos fazer uma outra história com "h". Trabalhemos todos os dias para que o amor de hoje amadureça, qualifique, construa elementos que o torne imprescindível para nossas vidas. Na minha já parece que o é.Que seja saudável. Mantenhamos as diferenças, pois elas dão uma tonalidade peculiar à vida, e sem elas seríamos apenas mais uma sessão da tarde. Levemos nossos problemas para o outro, e acordemos sem eles. Com você tudo isso é possível. Sem, também, porém menos laranja, amarelo, rosa. Mais duro, longo, enroscado. Talvez venha daí a beleza do amor. Fazer tudo normalmente, e feliz. Sorrir para a senhora aflita, ouvir a história da criança, cantar aquela música e conseguir chorar - ou sorrir, não importa. Encontrar a dona de todos os sorrisos, ou descobrir que ela sempre foi. E se divertir com essa idéia. Talvez o amor seja isso mesmo, te encontrar todos os dias e querer que seja sempre assim.

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Documentário Parque Estadual Serra do Mar Núcleo São Sebastião

Como diz o samba do Salgueiro de 2024, "falar de amor enquanto a mata chora é luta sem flecha da boca para fora".